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16 agosto, 2009

Como eu reaprendi a "brincar" de bonecas

Apresentando: ALICE in Wonderland! Alice é uma petite blythe - a boneca sensação dos últimos tempos, vendida no mundo inteiro para mocinhas crescidas, como eu (!!) Resumindo a história da doll: originalmente lançada em 1972 nos EUA, a boneca logo saiu de linha, as crianças tinham medo do cabeção e talvez dos olhos que mudavam de cor. Foi relançada nos anos 2000 pela Takara, empresa japonesa.
Comprei para customizá-la mesmo, de uma das minhas personagens favoritas - vestidinho e maquiagem feitos por mim! Nada mal, não é? Assim já vou criando expectativa para estreia do filme em março!

13 junho, 2009

Santo Antônio é o mais popular

Hoje, 13 de junho é dia de festa, dia de Santo Antônio, o santo mais popular do Brasil. O monge franciscano conhecido como Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa caiu nas graças do povo, é conhecido por ser o Padroeiro dos pobres, Santo casamenteiro, sendo invocado também para se achar objetos perdidos. A intimidade dos fiéis é tanta que, quando ele não corresponde aos pedidos, os mesmos costumam castigá-lo, colocando sua imagem de cabeça para baixo ou ainda retirando o menino Jesus de seus braços. Uma das simpatias mais conhecidas em todo o Brasil é comer pão diante da imagem de Santo Antônio, pensando bastante na pessoa amada, assim a moça desencalha e acaba casando. Um outro atributo de Santo Antônio é o da abundância: os devotos recebem o pão distribuído pelas igrejas no dia de Santo Antônio e o colocam num pote de guardar arroz, é garantia de fartura o ano todo, e afirmam: o pão não mofa!
Veja aqui algumas simpatias.
* oratório em madeira, tinta plástica, tecido, fitas e renda.

22 março, 2009

Saint Exupéry na Oca


Saiu na Folha: Exposição "O Pequeno Príncipe na Oca", de outubro a janeiro de 2010, com montagem de Daniela Thomas e Felipe Tassara, a mostra fará da Oca uma espécie de planeta do Pequeno Príncipe.

Deixo aqui uma de minhas adaptações, "A Oferenda do Príncipe", de 2006.














sulfite, guache, plástica



(Insensatez - Tom Jobim / Vinicius de Moraes)

A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração que nunca amou
Não merece ser amado
Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não
Pede perdão
Não é nunca perdoado

25 janeiro, 2009

O Cinema no (meu) Olhar




A belíssima Ursula Andress, em A Décima Vítima, foi uma das muitas fotografias da exposição do paparazzo intitulada Tazio Secchiaroli - O Cinema no Olhar, sediada pela Caixa Cultural. O italiano foi considerado o primeiro paparazzo da história da fotografia, e foi eternizado no cinema por Federico Fellini ispirando o filme La Dolce Vita.



Saí da exposição com alguns postais, acabei pintando esse aqui e coloquei na minha agenda-livro,no dia do aniversário de Lord Byron (22/01), junto com uma de suas poesias que mais gosto, aí vai:


"SHE walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies,
And all that's best of dark and bright
Meets in her aspect and her eyes;
Thus mellow'd to that tender light
Which Heaven to gaudy day denies.

One shade the more, one ray the less,
Had half impair'd the nameless grace
Which waves in every raven tress
Or softly lightens o'er her face,
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.
And on that cheek and o'er that brow
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,—
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent."
postal, canetinhas.

23 janeiro, 2009

Roseiral




Um Índio – Caetano Veloso
“Virá impávido que nem Muhamed Ali/ virá que eu vi apaixonadamente como Peri /virá que eu vi tranqüilo e infalível como Bruce Lee /virá que eu vi o axé do afoxé, Filhos de Gandhi virá .”


O Guardador de Rebanhos (VIII) – Fernando Pessoa
“Esta é a história do meu Menino Jesus.Por que razão que se perceba Não há-de ser ela mais verdadeira Que tudo quanto os filósofos pensam E tudo quanto as religiões ensinam?”


Perdoando Deus – Clarice Lispector
“Como amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse.”


No Meio do Caminho – Carlos Drummond de Andrade
“Nunca me esquecerei desse acontecimentona vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminhotinha uma pedra.”


Pequeno poema didático – Mário Quintana
“A vida é indivisível. Mesmo A que se julga mais dispersa E pertence a um eterno diálogo A mais inconseqüente conversa.”


Autopsicografia – Fernando Pessoa
“E os que lêem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.”


Retrato – Cecília Meireles
“Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil:- Em que espelho ficou perdidaa minha face?”


Use Filtro Solar – Mary Schmich
“Tenham cuidado com as pessoas que dão conselhos, mas sejam pacientes com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselhos é uma forma de resgatar o passado da lata do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.”



Cartas de amor (trecho) – Fernando Pessoa
“Mas, afinal,Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas.
... embora na vida adulta sigam outras afeições, conservam num escaninho de alma, a memória do seu amor antigo e inútil."


Sonetos 05, 30 e 80 – Luís deCamões

“Amor é fogo que arde sem se ver.”

“Alma minha gentil, que te partiste.”

“Sete anos de pastor Jacob servia.”


Amor – Clarice Lispector

“Amor é finalmente a pobreza. Amor é não ter inclusive amorÉ a desilusão do que se pensava que era amor.”


Amor Feinho – Adélia Prado

“Amor feinho não olha um pro outro.Uma vez encontrado, é igual fé,não teologa mais.”


Amor, Meu Grande Amor – Ângela Rô Rô
“Que tudo o que ofereçoÉ meu calor, meu endereço A vida do teu filho Desde o fim até o começo.”


Tanto Mar – Chico Buarque
“Sei que há léguas a nos separar Tanto mar, tanto mar Sei também quanto é preciso, pá Navegar, navegar.”

Mar Português – Fernando Pessoa
“Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor.Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.”

O Navio Negreiro – Castro Alves ”Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus...Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?...Astros! noite! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!...”


Erro de Português – Oswald de Andrade
"Quando o português chegou/ Debaixo de uma bruta chuva/Vestiu o índio/ Que pena! Fosse uma manhã de sol /O índio tinha despido /O português.”


A Flor e a Náusea – Carlos Drummond de Andrade
“Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.”

Credo – Milton Nascimento e Fernando Brant
”E acorda novo, forte, alegre, cheio de paixãoVamos caminhando de mãos dadas com a alma novaViver semeando a liberdade em cada coraçãoTenha fé em nosso povo que ele acordaTenha fé em nosso povo que ele assusta.”




Procura da Poesia – Carlos Drummond de Andrade
“Chega mais perto e contempla as palavras.Cada umatem mil faces secretas sob a face neutrae te pergunta, sem interesse pela resposta,pobre ou terrível, que lhe deres:Trouxeste a chave?”


Ser Poeta – Florbela Espanca
“Ser poeta é ser mais alto, é ser maiorDo que os homens! Morder como quem beija!
... É ter fome, é ter sede de Infinito!”

Sangue Latino – João Ricardo e Paulinho Mendonça

“Jurei mentiras /E sigo sozinho /Assumo os pecados /Os ventos do norte/Não movem moinhos/E o que me resta/É só um gemido.”


Poética – Manuel Bandeira
“Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador.”


Morte e Vida Severina (trecho) – João Cabral de Melo Neto

“É uma cova grande pra teu defunto parco Porém mais que no mundo te sentirás largo É uma cova grande pra tua carne pouca Mas a terra dada, não se abre a boca.”
Cartas de meu avô – Manuel Bandeira
“O meu semblante está enxuto.Mas a alma, em gotas mansas,Chora, abismada no luto Das minhas desesperanças...”



Versos Íntimos – Augusto dos Anjos
“Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

A Alma Humana – Fernando Pessoa

“Mas um poço sinistro, cheio de ecos vagos, habitado por vidas ignóbeis, viscosidades sem vida, lesmas sem ser. Ranho da subjetividade.”

(Coletânea de Poesia num CD - Luciana Feijó e Kleber da Cruz)

20 outubro, 2008

a palestrante


brincadeira antiga, foto editada no paintbrush!

10 agosto, 2008

NÃO-POEMA na parede



meuamordor
nãoépoesia
amarviverm
orrerainda
nãoépoesia

escreverp
oucooumui
tocalarfa
laraindan
ãoépoesia
humanoau
tênticos
inceroma
saindanã
oépoesia
transpi
ratodoo
diamasa
indanão
époesia
aliond
ehápoe
siaain
danãoé
poesia
desaf
iamas
ainda
nãoéo
oesia
rima
sain
danã
oépo
esia
équ
ase
poe
sia
mas

ai
nd
an
ão
ép

o
e
s
i
a

(Não - Augusto de Campos)

20 janeiro, 2007









Caminhante contemplando o nevoeiro, de Gaspar D. Friederich, 1818.


















Prenúncio*, Luciana Feijó, 2007.




Anoitecer -Carlos Drummond de Andrade

É a hora em que o sino toca,
mas aqui não há sinos;
há somente buzinas,
sirenes roucas, apitos
aflitos, pungentes, trágicos,
uivando escuro segredo;
desta hora tenho medo.

É a hora em que o pássaro volta,
mas de há muito não há pássaros;
só multidões compactas
escorrendo exaustas
como espesso óleo
que impregna o lajedo
desta hora tenho medo.

É a hora do descanso,
mas o descanso vem tarde,
o corpo não pede sono,
depois de tanto rodar;
pede paz-morte-mergulho
no poço mais ermo e quedo;
desta hora tenho medo.

Hora de delicadeza,
gasalho, sombra, silêncio.
Haverá disso no mundo?
É antes a hora dos corvos,
bicando em mim, meu passado,
meu futuro, meu degredo;
desta hora, sim, tenho medo.
(l945)


* Foto da estátua de Chopin, Rio de Janeiro - RJ

16 maio, 2006

04 maio, 2006

Lábios piscando





fotografia de minha boca editada em paintbrush.

19 fevereiro, 2006

13 janeiro, 2006

06 janeiro, 2006

A L L S T A R



recorte e colagem, papeis diversos e barbante.

13 novembro, 2005

Vânia e seu universo paralelo




tela, plática e óleo.



- Venta no mundo de Vania?
- Venta, vento das asas.
- Voce voava enquanto o pintava.
- Vania também, e sempre voará, seu maior desejo era voar.
- Virar borboleta?
- Viraria qualquer ser alado, o que importa é a sensação.
- Viraria rosa no campo.
- Rosas têm asas?
- Rosas têm muitas coisas, seu cheiro é de rosa. Entorpece minha carne, me atira aos espinhos, cria ilusão.
- Rosa por ser delicada e fechada, abre-se quando bem cuidada.
- Sou beija-flor inquieto.
- Cuide de suas rosas então, como faz o pequeno príncipe.

06 novembro, 2005

Moça no bar



recorte e colagem, papeis diversos e fita de cetim.